
"Cassar" quase que literalmente uma profissão regulamentada há vários anos foi uma decisão, no mínimo, apressada. Se o Tribunal estava defendendo o direito de expressão, poderia apenas declarar ilegal qualquer proibição de manifestação e nulos os autos de infração existentes. A sociedade moderna precisa de regras claras e objetivas, não podendo um cidadão só porque tem boa oratória advogar sem ser advogado; também não pode um bom curandeiro exercer a medicina, nem um pajé ser juiz de direito, embora todos possam ter a intelectualidade que as funções exigem.
Para que fosse preservado o direito de expressão bastaria um julgamento que evidenciasse que o direito de opinião não pode sofrer sanção administrativa e que qualquer pessoa pode veicular matéria na mídia. O que não pode é alguém escrever uma matéria e assinar como "jornalista" sem ter a correspondente qualificação acadêmica. Agora pode.

Vai ver esse juiz tava puto de raiva com a imprensa e encontrou uma forma de se vingar.
ResponderExcluircomo sendo sempre tem quem serve aos grandes. O maior beneficiário dessa decisão é o poder econômico, através das grandes empresas jornalísticas porque assim elas podem barganhar os salários dos seus empregados. Os maiores prejudicados são os estudantes de jornalismo e os recém formados que vão enfrentar um mercado competitivo mas desleal.
ResponderExcluirEnfrentamos todas as dificuldades para ter um diploma, e de repente ele não vale mais nada porque um juiz entendeu que a liberdade de expressão é ilimitada. Que porra de pais é esse...
ResponderExcluirNão me incomodo em ser comparado ao cozinheiro, muito me honra. Acredito que não tenha muito diferença em ser nomeado juiz por indicação política.
ResponderExcluirConcordo que o jornalismo não oferece dano a coletividade, porque talvés a tramatização radiofônica "A Guerra dos Mundos" nunca tenha acontecido.
Sei que a obrigação do diploma foi idéia do regime militar, como tantas outras. Contudo recordo que muitos juízes concursados eram apresentados em lista para nomeação pelo regime de exceção, e nem por isso devem ter a carreira exterminada.
Essa decisão vai germinar muito porque é genérica e abre espaço para se contestar toda profissão e função pública. Todas, sem exceção. De cozinheiro a representante do ministério público.
esse juiz deve ter "sofrido na mao" de algum jornalista pra aprovar uma ideia absurda dessa.. uma competição desleal entre quem passou 4 anos estudando em uma universidade e quem só sabe escrever bonito =/
ResponderExcluirIsso é muito relativo, acho que a pessoa deve ter uma certificação, mais de que adianta a criatura ter e escrever mal. Tem pessoas que não são jornalistas, mais que tem uma expressão como se fosse. Em todas as profissões são assim, quantas pessoas não tem diploma e chegam ao sucesso?
ResponderExcluirhttp://vivianesobral.zip.net/
Deu na coluna do CArlos Chagas: DIPLOMA DE MÉDICO? PARA QUÊ?
ResponderExcluirAgora que o Supremo Tribunal Federal acabou com a necessidade do diploma para o exercício do jornalismo, a nova investida dos neoliberais não vai demorar. Pretenderão, como meta, extinguir a obrigação do diploma de médico para o exercício da medicina... Será a alegria dos curandeiros, mas segue na linha absurda da supressão que atingiu os meios de comunicação. Afinal, se é para acabar com os cursos superiores ordenados e imprescindíveis às principais profissões, logo estarão pregando o direito de os açougueiros, com todo o respeito a eles, poderem entrar nos hospitais e operar pacientes de apendicite. Ou não dispõem, os açougueiros, da arte de cortar carne, assim como qualquer cidadão poderá ter nascido com o dom de escrever?
A liberdade de expressão, alegada pelos meretíssimos do STF, nada tem a ver com o preparo dos profissionais da mídia, apesar de ter sido esse o maior argumento para a decisão da última quarta-feira. Pelo contrário, facilitará aos setores corporativistas e radicais da mídia a imposição de seus interesses diante da importância de as notícias serem verazes e objetivas.
E agora como fica!
ResponderExcluirMinha filha faz jornalismo em universidade particular e quem vai me ressarcir do prejuizo!
A classe dos desregulamentados não tem mais proteção e não conheço nenhum politico que possa me indicar para o supremo tribunal!
Agora que o diploma não vale mais nada espero ser nomeado secretamente pelo congresso nacional!
Mas ... será que o cozinheiro vai querar pegar a minha vaga ...
Admiro blogs que iniciam discussão sobre determinada situação antes que o poder das editoras dominantes prevaleça sobre os leitores.
ResponderExcluirQuero registrar que a indignação cresce de norte a sul e que protestos são convocados pelos estudantes de jornalismo.
Estudantes organizam novas manifestações de desagravo à decisão do STF que aboliu a obrigatoriedade da formação universitária para a profissão de jornalista.
Os atos estão previstos para dia 22, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Teresina e Caxias do Sul, e na quarta feira em Porto Alegre.